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“Não sei se sou autoritário. Durante as filmagens, sou decerto uma pessoa diferente, sem tempo para delicadezas. Mas será que, numa operação, o cirurgião diz: ‘poderia me passar o bisturi, por favor? Muito obrigado‘. Claro que não. Ele só diz: ‘bisturi!’ “
R. Polanski
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Participei agora pela tarde (17/dez) de Conferência on line do Projeto “E Agora Brasil?” promovido pelo Instituto Teotônio Vilela. Com tema ”Política, Futebol e Carnaval”, os conferencistas foram o sociólogo Alberto Almeida e o antropólogo Roberto da Matta, apresentados pelo Deputado Federal Luiz Paulo Vellozo Lucas, Presidente do ITV.
Interessantes observações dos conferencistas nos levam a pensar em como resolver o nó em que o Brasil insiste em não saber desatar: seu sistema político é aristocrático.
Nascido como país colônia, somos resultado diretos de circunstâncias e imposições imperialistas da antiga corôa portuguesa. Nossa história social e subjetividade coletiva certamente sofrem com esse referêncial. Para o antropólogo Roberto da Matta, a situação atual da política brasileira é fruto de um sistema constituído a partir da “personalização” do papel político. “A política é personalizada”, afirma DaMatta. Os partidos políticos tornam-se instrumentos fisiológicos para poucos atuarem em função de outros poucos. Personalizando o papel coletivo em torno de si, os atuais políticos reconstróem perenemente relações coloniais, em que a sociedade fôra criada para servir ao Estado, e não o contrário.
Para DaMatta, a personalização do ente público propicia uma certa capacidade de ”dramatização” por pate de certos políticos do enredo do povo brasileiro. O que é prejudicial à democracia e à participação efetivamente coletiva em política. Quando um sujeito aprende, e bem “dramatiza” os anseios de uma coletividade em torno de sua persona, o coletivo perde. Surge a figura do salvador e a política passa a ser vivida como um ciclone, onde tudo gira em torno desta persona. Cria-se um ciclo mortal à democracia em que os que estão ao redor nada fazem para contrariar o rei, e em muitos casos ocorre o inverso pernicioso em que tudo fazem para agradá-lo.
A solução, segundo DaMatta é “a reconstrução do espaço público”, criar instituições e fortalecer a democracia. “Os políticos precisam aprender a ouvir mais a sociedade. Tem muita gente repensando o Brasil” conclui o antropólogo.


Livro inicialmente voltado para a àrea de marketing empresarial, mostra valores e estórias da campanha vitoriosa de Barack Obama à presedência dos EUA. Escrito por Barry Libert, desenvolvedor de tecnologias Web 2.0, e Rick Faulk, executivo das áreas de tecnologia e marketing, o livro procura aplicar às estórias de bastidores da Campanha Obama ‘08 um desdobramento empresarial e mostrar de que forma podemos tirar como exemplo aspectos da estratégia Obama ‘08 ao dia a dia na construção de nossa vida profissional. De linguagem simples, livro recomendado para conhecer pontos dos bastidores da Campanha e complementar conhecimentos em marketing empresarial.
Professor Da Matta é uma das cabeças mais lúcidas de nossa sociedade. Certamente se todos os políticos ouvissem um pouco mais o que vive o povo, nosso sistema mudaria pra melhor. A personificação de que fala é possível de se ver um todos os partidos políticos. Sem tirar nem por. Principalemente nos estados. É como se vivessemos ainda em tempos de Império, com mandatários quase vitalícios fazendo e desfazendo a seu bel prazer. Graças a era dos Sarney’s está acabando. É esperar.
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