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“Não sei se sou autoritário. Durante as filmagens, sou decerto uma pessoa diferente, sem tempo para delicadezas. Mas será que, numa operação, o cirurgião diz: ‘poderia me passar o bisturi, por favor? Muito obrigado‘. Claro que não. Ele só diz: ‘bisturi!’ “
R. Polanski
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Definitivamente Natal é época de nos tornarmos mais humanos. Porém, com avelocidade das metrópolis, o caos urbano e o trânsito infernal, em pouco tempo veremos mais e mais notícias em jornais sobre violência urbana, violência no trânsito, óbitos por discussões banais e coisas do tipo. A uma semana do Natal, vejo que o espírito natalino não se faz tão forte como outrora.
O Centro da cidade de Manaus, e imagino que das demais grandes cidades do mundo – Manaus tem quase 2 milhões de habitantes – está insuportável, intransitável, à pé ou de carro. Uma área verdadeiramente inóspita. À pé esbarramos em uma multidão de pessoas que dividem as margens das ruas com os carros estacionados. Sim, as margens das ruas, pois as calçadas estão tomadas de ambulantes. É ambulante na calçada, no meio-fio, pendurado em poste, até em árvore se bobear tem uma barraquinha com aquela voz ao fundo “meu patrão, meu patrão”.
Hoje cheguei a ver o cúmulo de uma senhora que montou uma espécie de restaurante em plena calçada da av. Eduardo Ribeiro, na lateral do prédio da Caixa Econômica. Barraca armada, de aproximadamente uns cinco metros ao longo da calçada, guloseimas expostas a todo tipo de poeira. Enfim, aquela senhora tem direito a trabalhar. Sim concordo, masnão naquele subemprego, não daquela forma, ela merece mais respeito e oportunidades.
Já nas ruas, é o já sabido. Trânsito infernal! Cem metros em cinqüenta minutos é lucro. Usain Bolt faz cem metros em 9,58 segundos, detalhe. Vai Daniel, vai correndo então! Carro, carro, e mais carros. Meu deus de onde saiu tanto carro? E como se não bastasse a imensa frota de veículos nas ruas, alguma mente brilhante da Prefeitura de Manaus – alguém decerto desconhecido pois, o prefeito está na COP15 e o vice prefeito acaba de sair da prisão – inventou de colocar equipes tapa-buracos nas ruas! Tudo isso em plena semana do Natal e às cinco/seis horas da tarde. Como diria Gérson, o canhotinha de ouro: é brincadeeira!
Pensa que acabou? E o que falar da CIGÁS cavando e rasgando artérias principais de Manaus pra cumprir um contrato às pressas, e pra lá de suspeito? E o Governador do estado também na COP15.
Enfim, numa cidade desgovernada, num estado terra-de-ninguém nos resta abrirmos os olhos para o ano que se avizinha. Falta em Manaus um Plano Diretor que funcione. Faltam Políticas Públicas que revejam planejamento urbano e empregabilidade pr’aquela massa de pessoas que se acotovelam vendendo suas bugigangas, pra dali tirarem o seu sustento. Falta uma alternativa quanto ao sistema de transporte urbano. Falta modernidade e visão de futuro, eis a nossa Manaus.
De todo esse fim de tarde maravilhoso que tive fico a pensar aqui: vou comprar uma bicicleta! Sim. Da próxima epopéia irei ao Centro da cidade sem me perder em meio ao trânsito, usarei um meio de transporte pessoalmente saudável e ecologicamente correto, e ainda estarei garantindo empregabilidade em nosso pólo de duas rodas do Pólo Industrial de Manaus a quem sabe, muitos daqueles ambulantes, e quiça àquela senhora do restaurante de calçada. Sim, o uso de ciclovias e o investimento em meio alternativo de transporte – que é realidade em boa parte das grandes cidades do mundo – pode ajudar a diminuir o caos urbano e a dar emprego digno a muita gente.
É isso! Planejamento urbano com aproveitamento de bicicletas e ciclovias.
Abraços,
D.
Há anos mudei-me de Manaus, não sei como está seu trânsito urbano, mas se ao menos é comparável com o das grandes cidades imaginoo caos. Acrescentando à “bicileta” como forma de melhorar o trasnporte, lembro de um documentário da Discovery em que eram mostradas o uso de, espécies de, “monociclos”, aparelho com guidão alto e vertical e base sob duas rodas em que as pessoas usavam de pé. Esses monociclos eram utilizados principalmente na àrea central das cidades (não lembro exatamente em que cidades o documentário tratava) como forma de desafogar o transito de determinado perímetro urbano. Havia um estacionamento central onde se deixava o veículo particular e várias centrais de aluguel desses monociclos. Em suma, é imaginar que no centro de Manaus não se entre mais de carro, mas sim utilizando esses monociclos. Haveria um ou vários estacionamentos ao redor do centro antigo com um ou vários terminais de monociclos. O cidadão estacionaria seu carro, ou desceria do ônibus, alugaria um monociclo (diária ou hora) e transitaria no perímetro urbano determinado. E todo esse sistema seria subsidiado pelo governo, lógico, de forma a incentivar geração de empregos e a não onerar o bolso do cidadão no aluguel dos monociclos. É planejar com visão de futuro como você falou.
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Daniel Reply:
janeiro 31st, 2010 at 4:44
Em Manaus isto é prefeitamente possivel. Monociclos, bicicletas motorizadas, ou o que quer que seja, é ótima solução para desafogar o trânsito daquela área. Projeto engenhoso, quer requer planejamento ímpar, mas possivel. Seria até inovador em termos de Brasil. Abraços.
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É isso aí, Daniel. Em Manaus, nós temos talvez o maior polo de duas rodas da America Latina. Por que não incentivar o uso da bicicleta? Não polue, não faz barulho, ocupa menos espaço e induz ao usuário um saudável esforço físico. Que sejam implantadas as ciclovias em todos os municipios amazonenses.
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Daniel Reply:
janeiro 31st, 2010 at 4:32
verdade ’seu’ Mário, temos o maior pólo industrial de duas rodas da América Latina. Bom seria se o usássemos à nosso favor. Precisamos renovar quadro político e de gestores com visão de futuro. Abs.
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Pura verdade. Serviços como tapa buracos deveriam ser programados para outra hora do dia, ou pelo menos em outro período do ano. mAS o que falar se o prefeito quantdo não tá pescando tá jogando dominó!
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Daniel Reply:
janeiro 31st, 2010 at 4:25
certo Luiz. Por acaso já te perguntaste qual a razão de ser destes serviços “tapa buracos”? Que bom chegasse o dia em que não se fosse mais necessário “re-serviços”. Se passares amanhã verás buracos novamente. Quem ganha com isso? abs.
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Livro inicialmente voltado para a àrea de marketing empresarial, mostra valores e estórias da campanha vitoriosa de Barack Obama à presedência dos EUA. Escrito por Barry Libert, desenvolvedor de tecnologias Web 2.0, e Rick Faulk, executivo das áreas de tecnologia e marketing, o livro procura aplicar às estórias de bastidores da Campanha Obama ‘08 um desdobramento empresarial e mostrar de que forma podemos tirar como exemplo aspectos da estratégia Obama ‘08 ao dia a dia na construção de nossa vida profissional. De linguagem simples, livro recomendado para conhecer pontos dos bastidores da Campanha e complementar conhecimentos em marketing empresarial.
Realmente o trânsito é caso grave. Nessas horas também deve ser responsabilidade das pessoas. Tu lembra daquele professor lá do curso (UFAM) mestre em Psicologia do Trânsito? Por onde anda? E o pessoal da Geografia pra discutire o espaço urbano? Tá certo que é responsabilidade primeira do Estado, mas vale cobrar participaçäo de profissionais da área e também envolvimento da Universidade. O que anda fazando o CRP uma hora dessas?
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Daniel Reply:
janeiro 31st, 2010 at 4:39
certo Purillo, nenhuma Universidade que se fechar no interior de seus muros é útil à sociedade. O saber está no povo, nas entrelinhas das relações sociais e a elas tem que retornar. Universidade é meio, não fim.
Ah, e aquele professor Mestre em Psicologia do Trânsito, certo dia o vi, discutindo – no trânsito, rsrs. Abs.
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